quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

SOBRE SOLIDÃO E O VAZIO DA ALMA


Imagem de: https://interfacelift.com/wallpaper/7yz4ma1/03338_emptiness_1024x1024.jpg


Cercados de homens por todos os lados
Mas ainda fazemos ilhas de nós mesmos
Isolados, solitários, sozinhos.
Vazios.
De onde vem esse vazio,
Essa solidão,
De se sentir único e incompreendido?
Se somos todos tão parecidos,
Se somos todos tão ordinários,
Como as coisas e os dias
Vão nos ensinando:
Que somos todos iguais.
Mas ainda únicos?
E é realmente possível que sejamos únicos?
E de repente alguém grita no meio da escuridão:
Você não está sozinho!
Porém, por que sinto essa opressão
A esmagar meu peito oco
Meu coração vazio...
E essa solidão que só tende a crescer
E a me triturar,
E nem tenho lágrimas pra chorar.
Sinto-me tão só,
Que já nem procuro companhia
Pois parece-me que todos são ocos também,
E que minha voz perpassa suas mentes vazias
Produzindo nada mais que ecos.
E as pessoas já nem me ouvem mais.
Mas são tantas que me afogam
Em um oceano de frivolidades.
Porque esse sentir ainda espreita?
Por que, meu Deus?
Nem Tu tens dó de mim?
Pois quando Te falo sequer me responde!
Onde está tudo pelo que vim a este mundo...
Uma estrela brilhando no fim do túnel!
E eu sorrio por um momento.
Ainda assim
A solidão que não me abandona,
E o vazio em meu peito,
A me agourar o juízo.
Preciso conversar com alguém que realmente ouça,
E oh, são raros os amigos!

Marie Jo
Janeiro 2017

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