quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

POEMA SEM NOME


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Na escuridão fria, silenciosa do Universo
Eu vaguei...
Procurei um lar onde pudesse abandonar o meu cansaço,
Acolhimento e amor em seu regaço
E não encontrei.

As luzes perenes das estrelas e dos cometas me cegaram por cem anos
Vaguei sem rumo, flutuei sem tempo, volitei sem volta.

Cansei-me, e entreguei-me ao cansaço, á solidão e ao desânimo.
Passei vidas, eras, e gerações lutando contra algo que só agora, lamento,
Não irei mais lutar.
Quando percebi que nossa sina e nosso carma não iriam mudar,
Entreguei a espada, abandonei o escudo,
Meus braços agora pendem sem vontade
Meu corpo agora clama por piedade
É inútil, é tão inútil lutar...

Entrego-me agora a essa solidão mortal,
Que já começa a corroer os meus ossos e a minha vontade de chorar.
Não tenho lágrimas.
Sou uma inútil.
Sou um espírito sem luz.
Um pródigo sem lar.
Para retornar,
Aonde quer que seja...
Fosse somente um brincar de palavras,
Minha vida estaria salva.

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