sábado, 1 de agosto de 2015

MANIFESTO DADAÍSTA



DO MANIFESTO DADAÍSTA OU AS CRÔNICAS DADAÍSTAS

Porque o Dadaísmo é o que há...

Na confusão de um Prometeu açucarado

Lampejante como a manhã trigueira

Subimos aos morros verdejantes

Dardejando jatos de cólera estupefata

Não pense, nem guie...

Flutue como borboletas da primavera

Dentro de bolhas de sabão sedosas

E espere que tudo exploda

Em milhões de partículas suicidas

De purpurina tocando os tambores

Decore pílulas que encobrem o terror

E engula favos de mel de estupor

O amor, a segunda vista, a pipoca estrangeira

Na hora mais derradeira

Liberando o flato que nos aprisiona.

Marie Jo,
Março 2015

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