sábado, 1 de agosto de 2015

MANIFESTO DADAÍSTA Nº II



MANIFESTO DADAÍSTA Nº II
OU
AS CRÔNICAS DADAÍSTAS CAPÍTULO I VERSÍCULO 34...

ERA UMA VEZ

LUIZA QUE ROLOU DE UM POÇO.

COM A PERNA MANCA,
ELA DESENHOU UM MAPA NA AREIA FOFA.

VIERAM AS GAIVOTAS E A DEVORARAM.
SUAS PEGADAS IMPRESSAS NO MAPA INDICARAM UM CAMINHO.

SEGUI POR ESTE CAMINHO POR TRÊS DIAS E TRÊS NOITES
E LÁ ENCONTREI LUIZA.
DEITADA NUMA PEDRA
FIQUEI ALIVIADO, POIS LUIZA NÃO MORRERA.
ELA ME DISSE: "ERGA A PEDRA"
E FIZ CONFORME HAVIA ME ORDENADO.
E LÁ ESTAVA DEITADO UM OUTRO EU DE MIM.

AQUELE OUTRO EU QUE VIAJA NOS MEUS SONHOS.

QUE SE CONFORMA COM O QUE ME DEIXA AVILTADO.

E QUE SE ENFURECE COM O QUE NÃO ME ABORRECE.

UM EU DE FOGO QUE ME ENCHE DE CANDURA.
EU O LEVANTEI DO CHÃO E JUNTOS FOMOS TOMAR UMA CERVEJA NA TAVERNA ALÉM DA VILA.
BONS TEMPOS AQUELES!
LI PARA ELE MEU CADERNO DE POESIAS, AS LIDAS E AS NÃO DITAS.
SEUS OLHOS ARDIAM EM LÁGRIMAS.
DEI-LHE DOIS BEIJOS NA FRONTE E O COLOQUEI PARA DORMIR SOBRE OS SACOS DE FARINHA.
E HÁ QUEM DIGA UM DIA QUE ESTAS PALAVRAS FORAM PROFECIAS.
COMPLICADÍSSIMAS E INTRÍNSECAS MENSAGENS DECIDINDO O FUTURO DAS NAÇÕES.
UM DIA EU SEREI O MENSAGEIRO INDECIFRÁVEL DO FIM DO MUNDO.
O MEU OUTRO EU ACORDOU E SAIU PORTA AFORA CORRENDO COMO LOUCO.
MAS LOUCO DE FATO ERA, ENTÃO SERÁ QUE SAIU COMO SÃO?
CORRENDO ATÉ DAR A VOLTA NA CASA DO OVO.
TÃO TOLO E TÃO VIL QUE ME CAUSOU ESPASMO.
COMO AS FLORES DO CAMPO SOB OS PÉS DE LUIZA.

MARIE JO

24/08/2014.

OBS: SEGUIR ESTRITAMENTE AS INSTRUÇÕES CONTIDAS.

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