domingo, 7 de dezembro de 2014

CRÔNICAS SOBRE O DESTINO


Como é que se pode
Como é possível
Saber o que será escrito por outrem
Muito antes de a caneta tocar o papel?

O que foram aqueles sonhos
Que me trouxeram até aqui
Muito antes de meus pés tocarem este solo?

Vagueei perdida por uma cidade onde haviam estas igrejas, tão altas
Oh, tão bonitas

E agora estando aqui, já achei três delas
Com suas torres altas guiando como faróis
As pessoas perdidas

O que são estes sonhos
E que faculdade dos sentidos é esta
De captar muito antes que aconteça a primeira brisa,
Todo o estrondo de um furacão
No mundo dos sonhos?

Será então que é assim que acontece...
Cada germe de intenção
Cada breve inclinação
Ou átimo de pensamento
Um dia irá nos levar a grandes coisas,
A grandes mudanças...

O que é isto de ser capaz de captar no ar
Ou na movimentação de ondas de energia
Nas cordas Universais
E antever o que irá acontecer muito antes que se tenha formulado na mente a primeira idéia que levará a um acontecimento?

Como é possível então
Em sonhos viajar até mesmo a um lugar que jamais se tenha estado,
Ou ouvido falar...
E estando nele finalmente, reconhecer os prédios que se viu em sonhos com detalhes e precisão assombrosos?

Há alguém escrevendo mesmo nosso destino?
Que será essa criatura que dita cada passo que damos
E ri-se por trás de cada página, de cada palavra?

Estamos mesmo fatalmente enredados pelo destino?
E podemos mesmo, através dos sonhos, vislumbrar o que não nos é dado a conhecer?

Marie Jo

JUNHO/ 2014

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