terça-feira, 20 de maio de 2014

Poesia - O FIM


O fim

Ouço o rufar dos tambores
ao longe.
O carma da besta fera
que nos devora.
Em garras insanas
banhadas de púrpura.
A dor e o ódio
pungentes no peito.
De brados e receios
eu os acalento.
E ressalvo incólume
em meu ventre brando.
Suave recante
de um rebanho possuído.
Enquanto recaem sobre nós
amarguras e desgraças.

E então o escolhido
clamará aos céus.
E ao erguer suas mãos,
os anjos virão.
Fulgurantes e imersos,
em luzes e inocências.
E de todas paciências,
seus olhos brilharão.
E seu canto nos encherá o peito
de alegria e esperança.
E ao nosso sorriso
abençoará com bonança
E gritaremos salvação
e louvaremos.
E nossas lágrimas por amor,
a terra lavarão.
Ressucitando nossos fortes protegidos.

E aquele que antes
era o devorador.
Agora se perde
e de dor grita.
Pela mais suave brisa,
derrotado está.
E não mais acordará.
Pois o que antes era dor
agora é bênção.
E ressurge do fogo
e viaja com o vento.
Esse tesouro que quero derramar
sobre todas as almas e orações.


Marie Jo em 25 de Outubro de 2000.

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