terça-feira, 20 de maio de 2014

Poema - Resignação



Resignação

Tento não caminhar
Sobre essas águas lodosas
E esses asilos refutados por assombrosos sacristãos.
Não me vislumbram temor na face.
Os ferimentos que me são chagados
São por inveja e profanação ao meu respeito.
E eles não tem o direito
De me insuflar tamanho sofrimento.
De me perjurar com dentes cerrados
E me perseguir qual herege de suas crenças.
Sou só um ser humano
Que não entende
Nem aceita
Esse sistema servil e submisso que me é imposto
Não sou eu a bruxa da história
A maldade,
em verdade,
É deles.


Marie Jo em 03 de Janeiro de 2001.

Nenhum comentário: