terça-feira, 20 de maio de 2014

Poema - Libélula



Libélula

Gostaria de poder partir esta noite.
De descansar meu pranto e iluminar meu rosto.
E encontrar razões para sorrir de novo.
Mas apesar da força, sei que não posso.
Pois em meus pensamentos vejo teus olhos tristes e chorosos.
Por isso não posso partir.
Mesmo que para somente fugir.
Ao perceber que nosso amor é como uma libélula,
Que nasce para morrer no mesmo dia.
E isso é fato.
É destino.
É o olfato do que não se pode evitar.
Se eu partisse,
Queria te levar comigo.
Mas tenho receio pelo assassínio
E pelo castigo que virá depois.
É a dor que me toma pela impotência.
Pelo controle.
Uma jaula que me castiga.
Onde estou escondida.
Encolhida num canto.
Desejando partir para longe.
Longe dos olhos e das correntes.
Das desaprovações.
Tu sabes, meu bem,
Que o tempo é curto.
Perdoa-me por te fazer chorar.
Pois agora sou eu
Esta tal libélula.
Que ao cair da noite não irá mais voar.


Marie Jo em 03 de Janeiro de 2001.

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