terça-feira, 11 de março de 2014

POEMA: FRANCISCO


FRANCISCO

Quando abro tuas portas,
Manilhas tortas
Subterfúgio do Poeta.
Lascivo toque,
Languido, torpe...
Demonio das sensações.
Num beijo roubado,
Um olhar vingado,
Afago tuas tentações.
E em brumas de sonhos,
Sorrisos tristonhos,
Distancias perdidas,
Máximas percorridas.
Na linha te espera
Neblina etérea
Descortina minha posse
Desarma e desvenda
Minha sede e fome
Meus desejos, minha luxúria
Me entrego na penúria
Da espera, sempre, eterna
De invadir seu templo proibido.
E em fuga, num rompante
Me acalmo, meu semblante
transfigura um amante,
me vislumbra, interrompe,
e em devaneios
me corrompe.

AGOSTO/2000

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